sábado, 23 de março de 2013

Análise de Interatividade no jornalismo on-line



Sobre interatividade

Uma análise histórica diz que a palavra interatividade é uma derivação da palavra interactivity (TRINDADE & BRITO DE SOUZA)(1), descrevendo um novo conceito de computação que surgiu na década de 1960, onde qualquer função de interação era tratada como interatividade.

Mas daqui em diante vamos tratar “interatividade” nos atendo mais às raízes do conceito habitual, de “influencia ou ação recíproca entre pessoas e/ou coisas”(2). Essa é uma definição mais abrangente para a concepção de que a interatividade na Web é uma forma de comunicação em duas vias, onde um reagente adiciona novas informações às já disseminadas por um agente primeiro, havendo possibilidade de novas rodadas futuras de interação.

Pode-se dizer que as possibilidades de interação na Web crescem na mesma marcha da evolução técnica dos blocos de construção da internet (linguagens de programação, bibliotecas de código, etc.). Chats, sistemas de comentários, fóruns, shoutboxes, mídias sociais e uma miríade de outras ferramentas trazem possibilidades de modificação do entendimento de conteúdos na Web através da interatividade.

Pollyana Ferrari (apud TRINDADE & BRITO DE SOUZA) diz que

as experiências interativas são divididas entre triviais e não‐triviais. Na trivial, o receptor opta por caminhos contidos na obra/site, em um universo limitado de variáveis pré‐definidas pelo autor/jornalista/designer. Já na não‐trivial, o receptor pode acrescentar informações à base já disponível. O sistema é aberto e a obra ‐ ou o site ‐ está em constante transformação.

Desse modo, a maior parte das ferramentas de interação nos sites jornalísticos são triviais: sistemas de comentários, enquetes, especiais audiovisuais, etc.; todas essas ferramentas são feitas tendo em mente que o usuário siga um caminho predeterminado.

Na esfera das ferramentas não-triviais, cabem os chats com especialistas e a colheita de conteúdo nas mídias sociais. Por essa “colheita” entenda-se o processo em que, por exemplo, um apresentador televisivo persuade seus telespectadores a emitir opiniões marcadas com, digamos, uma hashtag no Twitter, para depois um membro da produção do programa escolher conteúdos desses a serem exibidos ao vivo no programa. Um programa de TV aberta que usa essa estratégia é “Encontro com Fátima Bernardes”, da Rede Globo.

Prosseguimos com as análises de casos.

sábado, 9 de março de 2013

Análise do jornal Correio da Manhã


Correio da Manhã
Capa da versão impressa do Correio da Manhã (Photo credit: Wikipedia)

O jornal português Correio da Manhã é um jornal que pode ser entendido como “popular”: com predominância de notícias “hard news” e temas mais voltados ao cotidiano da população. A versão impressa do jornal é feita em formato tabloide, formato este que na Europa é vinculado a jornais sensacionalistas, frequentemente contendo algum conteúdo picante. Nota-se também que o jornal faz uso do modelo clássico de portais: notícias julgadas importantes no topo da página, acompanhadas de fotos grandes; seguidas na parte de baixo por pequenas apresentações de manchetes das editorias. Pelo widget com as últimas publicações e fazendo uma comparação com outros portais semelhantes, como o Diário de Notícias, percebe-se que há uma frequência razoável de publicações.